Olá, moçada... hoje vou escrever um pouco sobre o que tem aqui perto de casa.
Vou começar com o Garden of Remembrance:
Bem na esquina de casa, temos esse parque lindo, que fica escondido por uns portões grandes. Segundo sua história, ele serve para lembrarmos dos homens e mulheres que lutaram pela liberdade da Irlanda. Esse é o lugar onde os Voluntários Irlandeses de 1913 foram criados e odne, três anos mais tarde, os líderes do levante de 1916 foram mantidos por uma noite antes de serem levaos para Kilmainham Gaol (uma prisão).
O local foi aberto ao público pelo terceiro presidente da Irlanda, Eamon De
Valera, em 1966, marcando o aniversário de 50 anos do levante de 1916.
No centro do Garden Of Remembrance há um espelho d’água na forma de um
crucifixo. A parte interna dessa pequena “piscina” é composta por
mosaicos com desenhos de espadas, lanças e escudos quebrados,
simbolizando o abandono das armas e a implementação da paz.
Esse é um lugar calmo e tranquilo, onde as pessoas geralmente fazem suas leituras e estudos... A entrada franca ajuda, claro! kkkkkk
A parte que mais chamou a minha atenção é a grande escultura de bronze
que fica no final do Jardim e que só foi acrescentada em 1971, para
simbolizar o renascimento e a ressureição depois de 900 anos de luta
pela liberdade.
Essa escultura é baseada em uma antiga lenda irlandesa chamada as “Crianças de Lir” (Children of Lir).
Essa lenda conta que Bobd Dearg foi eleito o rei da raça humana e
Lir, o rei do mar, ficou muito aborrecido. Para fazer as pazes, Bobd deu
uma de suas filhas para se casar com Lir, e juntos eles tiveram quatro
filhos: Fionnuala, Aodh, Fiachra e Conn.
Eles eram muito felizes, mas a mãe infelizmente morreu e para manter
Lir feliz, Bobd deu outra filha para se casar com ele, Aoife. Aoife logo
se tornou uma pessoa amarga e teve muito ciúmes do amor entre pai e
filhos e organizou um passeio durante o qual as crianças deveriam ser
assasinadas por um servo, mas ele se recusou a matá-las. Aoife também
não tinha coragem para fazê-lo. Então ela usou seus poderes mágicos e os
amaldiçoou, os transformando em cisnes, que tinham de passar 300 anos
em Lough Derravaragh, que fica próximo ao castelo de Lir, 300 anos no
Sea of Moyle e 300 anos em Irrus Domnann. Para quebrar o feitiço eles
teriam de ser abençoados por um monge. Quando Lir descobriu tal traição,
transformou Aoife em um demônio do ar por toda eternidade.
O final da história para as crianças tem várias versões, boas e não tão boas assim, e a que eu escutei foi essa aqui:
Depois de 900 anos sofridos vividos nesses três lagos eles escutaram
um chamado e voltaram para casa. Lá havia um monge que os abençoou e os
transformou em humanos novamente, mas eles agora tinham 900 anos,
portanto como humanos não poderiam viver. Ao falecer puderam finalmente
descansar em paz ao lado dos pais.
Toda a atmosfera do Garden Of Rememberance é de contemplação. Como eu
disse é um lugar muito tranquilo, que propicia momentos para altas
relfexões.
Na parede, atrás da escultura, há o poema “We Saw A Vision” de Liam
Mac Uistin, escrito em Gaélico, Inglês e Francês. Aqui segue o poema e
abaixo a minha tradução:
“We Saw A Vision
In the darkness of despair we saw a vision, We lit the
light of hope, And it was not extinguished, In the desert of
discouragement we saw a vision, We planted the tree of valour, And it
blossomed
In the winter of bondage we saw a vision, We melted the snow of lethargy, And the river of resurrection flowed from it.
We sent our vision aswim like a swan on the river, The vision
became a reality, Winter became summer, Bondage became freedom, And
this we left to you as your inheritance.
O generation of freedom remember us, The generation of the vision”.
* * * * *
“Tivemos Uma Visão
Na escuridão do desespero tivemos uma visão, Acendemos a luz da
esperança, E ela não foi apagada, No deserto do desencorajamento tivemos
uma visão, plantamos a árvore do valor, E ela floresceu.
No inverno da escravidão tivemos uma visão, Derretemos a neve da litargia, E o rio da ressurreição surgiu dela.
Deixamos nossa visão nadar como um cisne neste rio, A visão se
tornou realidade, O inverno se tornou verão, Escravidão se tornou
liberdade E isso é o que deixamos como sua herança.
Oh geração da liberdade, lembrem-se de nós, A geração da visão”.
By: www.vidanairlanda.com